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| Deusa de Capricórnio. Swarovski para a Vogue alemã, 2012. |
Meu corpo é berço
Que se sonha e que se chora
Que se reza e que se implora
Por redenção...
Capricórnio meu!
Vestido de fantasia, cocar e corifeus
Bebe desse cálice que também é teu
o pecado da infâmia
Bebe e santifica
o teu corpo inglório
Minha lírica é água benta
Que não se funde nem se funda
na cólera ou nos óleos da traição
Então,
Deita no meu colo qual criança
Os meus braços
serão tua casa de campana
serão tua casa de campana
te embalando em melodias e cirandas
Vem, deita no meu seio, esquece do passado
Sei que é caro por demais esse teu fardo
que teu corpo de mortal já não agüenta
Ajoelha frente a mim, se confesse e se renda
Só minha cruz é remendo que se cura
a tua carne corte em fogo corrompida
Vem, se conjura, se ajoelha e se atira
Se desnuda que é benta a minha lírica
Só lambendo é que se curam as feridas...
Luana Costa. Rio de Janeiro, 2012.
Escrito com caneta bico de pena e nanquim azul ultra-mar.
Escrito com caneta bico de pena e nanquim azul ultra-mar.


